Os implantes dentários são dispositivos fabricados num material biocompatível (titânio) e são colocados estrategicamente no osso alveolar remanescente, maxilar ou mandibular, tendo como objectivo substituir os dentes perdidos.
O implante não é um dente artificial completo, mas sim a raiz sobre a qual será construída uma prótese dentária (uma coroa ou uma ponte), com alicerce baseado por um ou mais implantes.

Quando os implantes são colocados no osso, dá-se início ao seu processo de osteointegração que o fixará ao osso no espaço de alguns meses. No decorrer desta fase, o paciente poderá utilizar uma prótese provisória, fixa ou removível. Finalizado o período de osteointegração, parte-se para a confeção da prótese fixa que funcionará à semelhança de um dente natural.
Como se colocam os implantes dentários?
O protocolo da colocação de um ou mais implantes envolve duas etapas distintas: a etapa cirúrgica, onde são colocados os implantes e a etapa protética, que consiste na elaboração e colocação da prótese, ponte ou coroa sobre o implante ou implantes.
Que cuidados devem ter os pacientes com implantes dentários?
Tal como os dentes naturais, os implantes também necessitam de cuidados e é necessário haver um rigoroso controlo e manutenção dos implantes colocados. É muito importante a colaboração do paciente durante todo o tratamento, devendo, sempre, seguir as recomendações do Médico Dentista.
A escovagem diária e a utilização de fio e escovilhões são essenciais para o sucesso a longo prazo dos implantes dentários:
Fio dentário: A sua passagem correcta ajudará a remover placa bacteriana em redor de implantes dentários. Por baixo de pontes fixas e barras;
Escovilhões interdentários: Estas pequenas escovas interdentárias, também chamados “escovilhões” são especialmente desenhadas para limpar entre os dentes e os implantes. Não substituem a escovagem normal mas auxiliam na higiene de espaços interdentários aumentados;
Visitas regulares: Está recomendado que o paciente com implantes visite o médico dentista ou higienista oral cada 3-6 meses, podendo ser desenhado um protocolo de controlo ajustado a cada paciente.
Grupos de risco ?
A taxa de sucesso da osteointegração de implantes é significativamente inferior, em pacientes fumadores, sendo que o tabagismo é considerado um fator de risco para a colocação de implantes, embora não os contra-indiquem. O tabaco afeta a cicatrização do osso e da gengiva pelo que podem ser esperadas mais complicações em pacientes fumadores, com maior taxa de infecções pós-cirúrgicas e cicatrização mais demorada.